Hoje, enquanto Amélie assistia os Icônicos, ela me pediu para desenhar os ursinhos Splish e Splash.
Usei toda minha habilidade artística para desenhar esses bonitinhos abaixo:
Ontem aconteceu algo bem bacana aqui em casa.
Amélie brincando na sala, tevê habitualmente ligada no Discovery Kids. Acho a programação toda do canal bem bacana, com conteúdos apropriados pra uma menininha de 2 anos conferir enquanto brinca. E, um que gosto muito (gosto mesmo, vira e mexe me pego rindo) é o Jelly Jamm.
Segundo a descrição do site do canal, o desenho apresenta a seguinte definição:
"Cada episódio de Jelly Jamm explora aspectos e emoções fundamentais da infância, como compaixão, confiança, conflito, raiva, felicidade, trabalho em equipe, expressividade, etc.
As histórias se concentram em temas de interesse para crianças de todas as idades, como jogos, objetos mágicos, animais, amizades, aventuras, descoberta de novos mundos, construção de coisas, etc."
Pra quem nunca assistiu, a turminha é essa aqui:
Bom, a realidade é que o desenho é super bonitinho, apropriado para crianças e divertido para pais. Recomendo!
Mas, o que inspirou essa postagem não é a propaganda apenas. Como eu disse, ontem a tarde Amélie assistia Jelly Jamm. Percebi que ela estava toda concentrada. De repente, lá pro final do episódio, Karol me cutuca e aponta pra Amélie. De olhinhos vidrados na tevê ela respirava mais fundo, armou um biquinho e seus olhinhos começaram a marejar. Na tevê, Goomo (o personagem cor-de-rosa, de chapéu) e Rita (a menorzinha, sentada) acompanhavam o nascimento de um Dodo (o bichinho verde e preto). Enquanto o ovo quebrava para a saída do bebê Dodo, Amélie assistia emocionada os carinhos de Rita com o bichinho. Só vi a lágrima escorrendo na bochecha dela. Foi super bonitinho, pois ela não caiu no berreiro, apenas se emocionou com a narrativa. Tanto que assim que a história deu a virada, ela ficou toda satisfeita, dançando e batendo as mãozinhas.
Foi a primeira vez que vi Amélie se envolver tanto com uma história. É interessante notar que mesmo com tão pouca idade nossas emoções estão numa formação tão intensa. É nessa hora que estamos definindo muito do que seremos no futuro. É disso que quero cuidar em Amélie. Para que ela saiba sempre valorizar suas emoções e perceber o quanto a vida pode ser encantadora e prazerosa. E, encantamento é o que não me falta a cada dia junto de minha filha.
P.S.: Para quem quiser sentir emoção semelhante a de Amélie, segue o episódio que a encantou. Está em inglês e o momento descrito começa por volta dos 8:40:
Navegando pelo Facebook encontrei uma comunidade bem bacana: Falando de paternidade.
Foi uma satisfação encontrar um espaço onde homens dedicam um tempo a compartilhar as experiências que vivenciam com seus pequenos. Ser pai é uma escolha. O ato de conceber biologicamente uma criança só constitui um pai para fins legais. Mas, pai de fato, só aquele que escolhe estar presente com seu filho em tempo integral.
A consequência disso? Bom, minha aposta é: uma série de sorrisos, de encantamentos, de coração constante preenchido por um amor que não se define. (Sim, parece clichê, mas é verdade pura!) Além disso, surgem dessa escolha crianças que crescerão cônscias do valor da família, da união. Crescerão sabendo que podem contar com seus pais não apenas nas questões materiais. Crescerão melhores, mais felizes, mais amados.
E, para quem quer ler um bocadinho sobre as experiências de homens assim, sugiro:
Família Palmito: Blog de Rafael Noris que conta suas vivências com o fiote!
e
Agrega Pais: Espaço que reúne diversos links de diversos blogs sobre o assunto!
Você, ao ler esse texto, chame a
experiência que vivi hoje do modo que preferir. Intuição, que seja. Eu prefiro
entender como Intervenção do Espírito Santo, como ação da Misericórdia de Deus
na vida de minha família.
Na noite desse sábado (04),
chegamos em casa e deixei o carro na rua. Jantamos e um tempinho depois fui
guardar o carro na garagem. Amélie assistia televisão e Karol tomava banho.
Neurótico que sou, sempre tenho a extrema preocupação em manobrar o carro,
portanto ao sair da sala rumo a garagem, travei o ferrolho da grade da porta a
fim de impedir o acesso.
Abri o portão da garagem, sentei
no carro, liguei o motor, engatei a primeira e antes que soltasse o pé da
embreagem, veio a intervenção que falei no primeiro parágrafo. Senti um forte
incômodo. “Espera”, me disse algo. Já tive experiências de intuir fazer “A” em
detrimento de “B”, mas nunca senti um incômodo tão forte. Desliguei o motor. Sentado no carro,
olhei através do portão e vi a grade da porta do lado de dentro aberta.
Saltei do carro e entrei a pé
pelo portão da garagem suando, apesar do vento frio que batia. Dei de cara com
Amélie, toda sorridente vindo atrás de mim. A encontrei exatamente na linha
onde o pneu do carro passaria.
Ao sair, fechei o ferrolho que
une as duas “bandas” da grade. Contudo ignorei o ferrolho superior, que liga a
grade ao batente. Quando Amélie empurrou a grade, mesmo com o ferrolho central
fechado, a estrutura deslizou, permitindo a saída dela.
Não ouvi absolutamente nenhum
barulho. A grade não bateu, Amélie não me chamou, não olhei... apenas senti
essa voz me ordenando parar o que fazia.
Eu entraria com o carro de ré,
subindo uma rampa, com um sedã de traseira elevada. Não teria a menor
possibilidade de perceber a presença de Amélie na garagem.
Vou dormir grato e procurando não
pensar no que poderia ter acontecido. Agradeço e Glorifico a Deus por tamanho
livramento.