quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Eu te amo, papai!

Hoje de tarde, eu e Karol tentávamos "forçar" Amélie a tirar uma soneca depois do almoço. Como sempre, ela vira de um lado pro outro e luta contra o sono.

Lá pelas tantas, pela primeira vez na vida dela, lança:

- Eu te amo, papai! Sabia que eu te amo?

Escalou o travesseiro e fez que foi dormir!

Enquanto isso, os pais se derretem com a capacidade dessa criaturinha em dobrar nossos corações, né Karol?

Plantão da madrugada

Há poucos instantes Amélie acordou meio zonza. Karol ofereceu o peito.

Ela, sem abrir os olhos direito diz:

- Não qué não... qué passear!


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Acordando cedo!

Cena da manhã:

Amélie acorda, 7 da manhã, cantando e bagunçando na cama.
Disse a ela: Ótimo, bora levantar e ir pra escola!
Amélie: -Que não, ir pra escola. Quer dormir!

Virou pro lado, botou as mãos sobre os olhos e dormiu!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Distância que dói!

Saudade só pode ser boa no quesito que remete a saber que você tem um amor. Eu tenho 2 amores, mas não gosto de sentir saudades. Prefiro estar com minhas meninas o tempo todo. Mas, por circunstâncias (momentâneas, espero!) da vida, vez ou outra sou obrigado a passar uns dias longe de meus amores.

A atual viagem, de 12 dias fora de casa está sendo difícil. Sinto falta de Karol, sinto falta de minha filhota! 

Essa tarde, resolvi tirar um cochilo. Sonhei que encontrava com Karol e Amélie. No sonho catei Amélie no colo e enchi ela de beijos. Bochecha, pescoço, barriga. Ela olhou pra mim e disse: "Que gostoso!" Ainda no sonho, abracei ela e caí no choro. Foi realista em sensações, toques, cheiros. O sonho acabou comigo abraçado com ela e sendo afagado por Karol. Chorei no sonho do mesmo jeito que estou com vontade agora, incentivado pela saudade.

Eu e um dos motivos de minha saudade!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Natal Chegando

O Natal está se aproximando. Não sou apaixonado pela data, mas também não sou daqueles radicais contra o consumismo. Penso que aqueles que discursam contra o presente, nunca receberam ou não lembram da sensação de receber um presente embrulhadinho, a ansiedade de ter logo disponível aos sentidos algo reservado para você. E tem alguma criança que não mereça isso?

Bom, o fato é que nem todas as crianças têm. E, os Correios promovem há muitos anos uma campanha em que você pode ler uma cartinha de uma criança para o Papai Noel e fazer o papel de bom velhinho. Não precisa botar a roupa... mas a ideia de alegrar um negocinho pequeno por aí é bem bacana. 

Na Bahia, no ano passado, foram recebidas 49.572 cartas e apenas 12.677 foram adotadas. Bora ajudar a melhorar esse número? Eu vou!


domingo, 21 de outubro de 2012

Aproveite cada momento!

No domingo, dia 14 de outubro, eu, Karol e Amélie fomos a praia. Recebíamos a visita de Ceciliana, lá de Delmiro e fomos levá-la para admirar as belezas do litoral sul-baiano. Praia da Ribeira em Itacaré foi nosso destino. 

O dia foi uma delícia. Brinquei um bocado com Amélie. Tomei banho de mar com ela, corremos pela areia, entramos num riozinho que há na praia. Foi uma farra. Enquanto eu vivenciava momentos especiais com minha filha, Karol dava uma de paparazzi e, sem que percebêssemos, registrava tudo. O resultado foram fotos lindas, que reverei infinitas vezes com muito carinho.





Vivendo esses momentos com Amélie, mal sabia eu que poderiam ser um dos últimos. Na segunda-feira (15), viajei para Alagoas. Morrendo de saudades de minhas meninas, passei três dias por lá. 

Estava a caminho de casa na quinta, dia 18. Já a poucos quilômetros de encontrar meus amores, também em Itacaré, perdi o controle do carro. Derrapei na pista, lutando contra ele. O resultado foi que o Voyage virou de lado e capotou. Após rolar pelo asfalto, ainda desceu uma ribanceira que, segundo o operador do guincho, deveria ter pelo menos uns 40 metros de profundidade.

O resultado foi esse:


A mesma mata que eu admirava quatro dias antes junto com minha filhota, foi a responsável por salvar minha vida. Saí inteiro do carro. Pequenos raladinhos na mão direita e na canela. Absolutamente nenhuma dor no corpo. Brinquei com algumas pessoas que se eu tivesse caído de bicicleta na rua provavelmente estaria mais machucado. 

Quando o carro rolou pela ribanceira, parou acolhido por uma espécie de "ninho" feito por cipós, galhos, etc. Foi como se caísse numa almofada. O impacto final de uma capotagem geralmente lesiona coluna, pescoço, etc. Não tenho dor alguma. Tenho agradecido a todo momento a Deus por, já que o carro fugiu do controle, ele ter ido rumo ao único espaço onde eu podia cair em segurança. Me senti renascido nesse ninho. 

O que fica de lição dessa história, além do extremo cuidado no volante com relação a evitar velocidade e cansaço físico, é a de aproveitar sua família. Cada segundo com seu filho é um instante que não volta mais. Uma criança crescendo, se desenvolvendo, aprendendo junto com você, é uma experiência que faz a vida valer a pena. A quantidade de amor que esses negocinhos são capazes de nos oferecer e despertar em nós é incalculável. Agradeço a Deus todos os dias pela minha família e pela oportunidade de renascer, com tanto amor e cuidado.

Ontem, dia 21, Karol tomava banho, Amélie assistia televisão e eu tava na varanda na frente de casa. Olhando pro céu, ainda refletindo sobre tudo que passei. A sensação ainda era de estar pairando no ar, sem a plena compreensão de tudo que vivi ou poderia ter vivido. De repente percebo alguém junto de mim. Era Amélie, me olhando, sem dizer nada. 

Ainda sem dizer nada, ela pegou em minha mão e saiu puxando pra dentro de casa. Ao passar pela sala, em meio aos brinquedos no chão, fui sentando, achando que ela queria companhia. Ela apenas disse:
- Qué não sentar!

E seguiu me arrastando. Foi até o quarto, chegou na porta do banheiro da suíte, onde Karol se enxugava e soltou minha mão. 

Ela só quis formar aquilo que é mais precioso para nós três: Nossa união!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Estratégias da paternidade

Nesse instante Amélie tava na banheira. Eu cuidando dela e com fome, pois ainda não tinha almoçado. Perguntava:
- E aí, Amélie? Quer sair do banho?
- Não! Era a resposta a cada pergunta.

Não tava a fim de forçar a barra e pegar a bichinha contra a vontade. Ela tava curtindo bastante. Depois de um tempinho, pensei numa alternativa e chamei Karol.

- Karol, bota o peito pra fora aí!
- Amélie, quer? Disse apontando.

Observamos um sorriso, ela ficou de pé na banheira e abriu os braços pedindo colo.

E ainda tem gente que condena a amamentação tardia! hehehehe